• Reinaldo Monterio

ATIRADORES

O presidente Jair Bolsonaro ,desde que assumiu o poder



, tem cumprido suas promessas eleitorais, com o desmantelamento do Estatuto do Desarmamento de 2003, no abrandamento das exigências da posse e porte de armas, antes restritas às forças de segurança pública, que o cidadão pode possuir, com a fiscalização e o rastreio de balas, dificultadas.


A seguir, fatos e opiniões contrários do presidente:


O recrudescimento recorde, nos últimos dois anos, do numero de registro de armas, por civis, incluindo caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas, aqueceu extraordinariamente, o mercado nacional e internacional, piorando as estatísticas de violência letal.


O governo eximiu-se, ao transferir para a população, a responsabilidade da política pública para a área de segurança, destruindo sua construção desde 2018, com a participação da sociedade civil, dos gestores públicos e das polícias, esquecendo-se da aprovação do Sistema Único de Segurança Pública e o estabelecimento de fontes de financiamento para o setor.

Com os civis armados, todos os tipos de homicídios,caseiros ou no trânsito, aumentam significativamente, onde cada vez que o número de armas de fogo em circulação sobe 1% no país a taxa de homicídio se eleva em 2%.


A arma de fogo é um instrumento bom para o ataque, mas não para a defesa. A vítima na casa em assalto, não tem tempo para pegar a arma, num local de difícil acesso por segurança, para se defender do assaltante, com a vantagem da surpresa.


Mesmo com o acesso facilitado, como os custos do curso de tiro, do despachante, das taxas, das armas e das munições são relativamente caras, elas permanecerão restritas à parcela da população que consegue pagar por elas. Quem não tem dinheiro não consegue ter arma.


As armas de criminosos não são necessariamente de contrabando, boa parte são do mercado legal, de pessoas, que acabaram sendo roubadas em assalto ou então vendidas pelos proprietários no mercado negro.


Pelo menos 40% das armas em situação ilegal, tiveram origem legal, armas usadas em crimes, não chegaram a ficar nem um ano com o dono original. Entre a arma legal e a ilegal, a fronteira é muito tênue. É mentira que o bandido se arma à vontade enquanto o cidadão de bem fica proibido de se armar.”


Quando, o dito cidadão de bem resolve se armar, no fim das contas ele acaba armando é o bandido.


Bolsonaro têm executado suas ações pró-armas atropelando todos os protocolos básicos de qualquer política pública, que precisa ser baseada em evidencias, que não demonstram que mais armas nas mãos de civis trazem benefícios para a sociedade, indo-se contra a ciência, com o argumento: 'Porque eu quero, porque eu posso, porque os meus amigos atiradores pediram, porque os meus eleitores extremistas quiseram'.


Fonte: Senado Federal

Indicação da Matéria: Reinaldo Monteiro

Resumo: Wilson Nomura


Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Jornal O Grito Barueri ou de seus controladores.


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