• Marcus Akiyama

O QUE VIRÁ DEPOIS DE DONBASS?

Atualizado: 14 de mar.

A guerra Russo-Ucraniana segue sem avanço significativo nas tratativas de paz e até mesmo nas negociações de um parcial cessar-fogo, muitos dos envolvidos buscam evitar que haja uma escalada da guerra, mas alguns dos principais “players” do conflito parecem buscar o contrário.












Em nova reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) o embaixador da Ucrânia Sergiy Kyslytsya, disse que houveram diversas tentativas de criação de um corredor humanitário, mas que fracassaram porque militares russos estão impedindo a evacuação de civis e a entrada de ajuda humanitária.

Em conversa telefônica de aproximadamente 45 minutos, Vladimir Putin (presidente russo) disse a Macron (presidente francês) que alcançará seus objetivos “pela negociação ou guerra”.

Putin fez três exigências para um cessar-fogo na Ucrânia: que Kiev desista da adesão à Otan, e que reconheça a Criméia como território russo e a independência de Donbass.

Ao mesmo tempo, o presidente Ucraniano Volodymyr Zelensky, que é um dos símbolos da resistência ucraniana frente à máquina de guerra soviética, disse que não aceita o ultimato russo, pede à Putin que saia de sua “bolha” e aceite o diálogo.

Enquanto isso, as sanções internacionais vão isolando cada vez mais a Rússia afastando-a do ocidente, imergindo-a profundamente para dentro, fazendo-a pender para a Ásia, onde inevitavelmente encontra a onipresente China, que também tem notórias intenções expansionistas, com plano de poder muito bem delineado a curto, médio e longo prazo.

A pandemia da COVID-19 mostrou ao mundo, que grande parte dele é dependente da indústria e da economia chinesa, e em muitos momentos, os países tornaram-se reféns dos seus preços e produtos.

O isolamento russo trará a inevitável necessidade de crédito, o que os russos encontrarão somente com os chineses, os quais também se tornarão um dos principiais consumidores de seu gás.

O isolamento russo, as sanções econômicas, somados com o investimento chinês, fará com que os russos se tornem um mercado gigantesco para os produtos chineses, fortalecendo ainda mais o bloco formado pela China e Rússia.

Putin diz que está na Ucrânia para desnazificá-la e liberar Donbass do genocídio Ucrâniano, o que fez surgir um movimento popular no qual seus componentes se identificam pela letra “Z”, sendo também um símbolo que acompanha os militares em suas incursões.

Diante desse cenário, o que está surgindo ou se sedimentando no espírito russo? Quais frutos o isolamento russo e o surgimento de movimentos nacionalistas trarão à Rússia? Aí fica a pergunta: O que virá depois de Donbass?



Marcus Akiyama

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