• Wilson Nomura

O Candidato (Reflexão Política)


Foto: Administradores.com


Em geral, toda profissão ou trabalho, a partir de um certo nível de especialização, exige um certificado ou um diploma, que legalize o exercício adequado, responsável e qualificado, provando à sociedade, a segurança, a idoneidade e a confiança no profissional, a ser inserido no mercado de trabalho.

Ocupações importantes e seculares como o da Advocacia, Medicina, Engenharia e Arquitetura, por exemplo, são monitoradas e fiscalizadas pelos seus conselhos regionais correspondentes, sujeitos às sanções de seus praticantes, em caso de irregularidades profissionais, morais, éticas e financeiras, chegando, às vezes, às medidas extremas, como a cassação do registro da especialidade, excluindo o exercício da função na sociedade.

Mesmo na ausência de algum órgão semelhante ou correspondente, as empresas exigem do candidato o histórico profissional, os comprovantes dos cursos relativos à natureza do cargo, cartas de referência do emprego anterior e até mesmo atestado de antecedentes.

Imagine-se a seguinte situação esdrúxula, se a partir de hoje, o currículo profissional fosse dispensado e substituído pela propaganda paga do candidato, em rede televisiva, da rádio e das mídias sociais, alardeando a todos os cargos pretendidos, suas pretensas e supostas qualidades trabalhistas, pessoais e de caráter, causando boa ou má impressão, dependendo da peça publicitária, rica, bem feita e bem divulgada, e do perfil do proponente.

Pois é exatamente assim, que os cargos públicos nos três níveis de administração são preenchidos, por aspirantes de várias áreas, desde que tenham a ficha limpa aprovada pelo TSE, com conduta exemplar, aprovada pelos conselhos correspondentes.

Mesmo assim, a proliferação da eleição de políticos corruptos grassa o país a níveis alarmantes, inundando o mercado político de sujeira ética lamacenta.

Como evitar tal cenário abjeto e indecente, pois os cargos anteriores eventualmente exercidos dignamente, não impedem os mandatos obscenos.

A questão é a nova função eletiva, que igualmente deveria ser praticada somente após a diplomação de um curso preparatório, com seu correspondente conselho coercitivo, antes e durante a eleição, a filtrar e selecionar todo candidato potencial, segundo currículo e notas de matérias como Direito Público, Privado, Constitucional, Tributário, Diplomacia, regimes políticos, filosofias ideológicas, História Universal, Economia, entre tantos outros.

A candidatura democrática deve passar pelo crivo seletivo, qualificando e nivelando o status do cargo almejado, para fazer frente às complexas, importantes e responsáveis exigências do cargo em questão, nos níveis municipal, estadual e federal.

A nova faculdade de Político poderia ser pública ou privada, a ser fundada internacionalmente, permitindo troca de bolsas, reconhecimento mútuo, cursos de especialização e intercambio de alunos e professores.

Essa nova realidade erudita, escolar e educacional poderia ter imenso impacto na política administrativa mundial, mudando todo o perfil das candidaturas e preenchimento dos cargos, quem sabe, melhorando significativamente, a governança mais eficiente, responsável e honesta, mirando mais nos interesses do povo, do país, do equilíbrio ecológico, da preservação da flora e fauna global, do desequilíbrio social e financeiro, do combate ao tráfico de drogas e da prostituição, etc..

Já passou da hora, do grau das autoridades política mundiais, não depender mais exclusivamente de propagandas eleitorais falsas e mentirosas, pagas com dinheiro público, enganando o eleitor antes, durante e depois das eleições.



Wilson Nomura

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