• Wilson Nomura

Jesus Cristo X Papai Noel. A proximidade do Natal, percebida não apenas pelo calendário...


Imagem: Teatro Cristão


A proximidade do Natal, percebida não apenas pelo calendário, mas também pelos enfeites nas casas, estabelecimentos comerciais, ruas e árvores, destacando-se o interior dos shoppings centers, com a praça central de alimentação adornada por imensa árvore burguesa e capitalista, trazia a tira colo o sentimento de paz, alegria e amor, através da franquia do Papai Noel, figura mágica das crianças inocentes, esperançosas dos presentes merecidos, por terem se comportado bem o ano inteiro.

O tempo passou, as crianças cresceram, a árvore natalina diminuiu o Papai Noel só dá balas baratas e o espírito desta data não renasceu mais em muitas almas penadas vivas.

O motivo principal da comemoração está sendo esquecido pelas areias do tempo, fustigado por tempestades de incredulidade, bloqueadoras de esperança, de consciência, de visão e de perspectiva, ocultando o oásis da bonança, do descanso, da recompensa, da vitória e do destino agradável, cujo caminho foi traçado há dois mil anos atrás, pelas gotas de sangue do salvador.

É necessário que haja uma data anual, para a lembrança do milagre misericordioso, ironicamente substituído pelo símbolo maior do consumo materialista, fonte das lembranças instantâneas, fúteis e efêmeras, diminutas e insignificantes comparados à benção maior e infinita doada com a morte do filho de Deus.

Ao evento sobrenatural misericordioso e triste, as almas atuais em geral preferem o espetáculo mágico e fantasioso do Papai Noel, a distribuir a felicidade empacotada nos incontáveis presentes, de efeito infantil e inocente, resgatando a memória e sentimentos de um passado impossível de retornar, a não ser pelo milagre da fé.


Os estímulos externos, vindos de uma materialidade finita, monetária e comercial, ainda que positivas benéficas e salutares, tendem a desaparecer na semana seguinte da ressaca do álcool e da gula.

Já os correspondentes malignos, embora de mesma fonte natural, permanecem mais tempo, devido à maior similaridade com o mundo subterrâneo, tentador das necessidades das almas encarnadas, transformadas em desejos descontrolados, pelo uso abusivo, viciante e irresponsável.

Os desejos da alma são menos sedutores, pois, não são gerados pelo excesso das suas necessidades, que inexistem pela essência imortal, permitindo a busca árdua, disciplinada e perseverante na elevação do status celestial.


Daí a compreensível tentação aos desejos carnais em detrimento dos espirituais, pois estes exigem os sacrifício da subida e aqueles somente o desfrutar da queda, ambos reciprocamente contraditórios nas trajetórias e destinos finais.

Jesus Cristo está morto em todos os outros dias restantes do ano, para os instáveis, displicentes, materialistas e ateus, nascendo apenas nos presépios belamente enfeitados.

É preciso resgatar o verdadeiro Natal, com o espírito cristão a derramar as neves da fraternidade, da tolerância e do amor, sobre os lares ansiosos dos presentes cheios de espiritualidade, através das chaminés da fé, do otimismo e da determinação, a serem guiadas pela estrela de Belém, iluminadora do caminho do bem e da fortuna.


Wilson Nomura

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