• Wilson Nomura

Identidade

Na tragédia de uma única morte, há a lição da vida inteira de uma alma a ser aprendida



Na tragédia de uma única morte, há a lição da vida inteira de uma alma a ser aprendida e resgatada sábia e humildemente, por toda uma geração. Na tragédia de uma pandemia as lições se multiplicam pelo número das vitimas fatais, por varias gerações.


Nessa aplicação maciça, simultânea e profunda da vacina espiritual, aprendemos pela dor física e emocional, o quanto somos frágeis a toda variedade de doenças morais e intelectuais, atacando-nos de modo tão eficiente, simples e direto, como o contágio respiratório. Bastam pensamentos egoístas e negacionistas, para tirarmos a máscara de nosso caráter. Basta o fanatismo plantado em nossos corações carentes de cuidado, para colocarmos em piloto automático, a direção de nossas vidas, nas mãos de um alucinado genocida.


A humanidade está severamente doente, pelos governantes coletando dinheiro e poder, através do seqüestro de nossos sangues e propriedades. Desenvolvemos a síndrome de Estocolmo ou a síndrome do Messias, pelos nossos seqüestradores e pelos falsos profetas.

Destituídos de quase todos os nossos perfis reais e virtuais da vida, encaramos de maneira inédita, há muitos anos atrás, a nossa verdadeira e crua identidade, sem retoques do Photoshop auto-hipnotizante. O resultado nem sempre é o mais agradável, mas é real e deve ser enfrentado e assimilado.


Quanto aos seqüestradores, a farsa continua, na ilusão de que o poder é infinito e eterno, propiciado pela renúncia de se abandonar o cargo, perfil ao qual agarram, significando a própria vida corporal e seus privilégios.


Há muito tempo perderam a identidade autêntica e natural, levando consigo a meta e o destino aceito por eles, pela vontade de Deus.


Vestiram as fantasias de seus papéis, assumindo-lhes as falsas identidades, ilusórias de prazer maligno, quando desfilados pelas passarelas errôneas.


Na tragédia de uma única morte provocada direta ou indiretamente, a lição deve ser ensinada sábia e peremptoriamente, por toda uma geração. Na tragédia de uma pandemia ignorada e menosprezada, as lições se multiplicam pelo número de vitimas fatais, por várias gerações, até que cada lágrima derramada, cada grito ecoado de dor e cada lamento sofrido pelo coração em luto, se comute em seu próprio, quando os seqüestradores terão paulatinamente suas máscaras e suas fantasias fúnebres arrancadas, não pela violência, mas pelas próprias mãos, amaciadas pela compaixão, empatia e remorso regenerativos.


Através dos ensinamentos divinos, onde o amor foi menosprezado e desvirtuado, a dor deve ser inoculada duplamente no carrasco acamado, uma dose pela dor infringida às vitimas, outra dose administrada diretamente pelo maior doutor do universo, para a cura completa e irrevogável dos pecados cometidos.


Outro pecado abominável, o da falsidade ideológica, no fingimento do protagonista messiânico e de curador licenciado, o crime duplo orquestrado sobre um povo crente e ingênuo, ao perfil da máscara angelical, merece tripla expiação, pela consciência erudita, inepta e diabólica do ator, escritor e diretor da trágica pandemia.


Toda máscara, perfil, fantasia e disfarce humanos se desfazem perante a identidade verdadeira, única e universal de Deus!


Wilson Nomura

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