• Wilson Nomura

Gênesis 1:26-28

“Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou...”


“Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” — Mat. 5:48.

O verdadeiro discípulo é aquele que supera o mestre.


Aristóteles

“A nova vertente da Inteligência Artificial permite dublar, em tempo real, as palavras do falante em qualquer língua, em perfeita sincronia labial, dotando-o de uma habilidade poliglota que, naturalmente, não possui, devido a uma “prótese” inédita, que amplia a capacidade humana, como a dos membros inferiores, nos esportes paralímpicos.

Certamente, estamos testemunhando o início da era simbiótica entre homem e máquina, cuja final, pode ser a singularidade, onde a fusão entre as duas entidades é completa, com a consciência daquele imortalizada nesta.” (“A prótese da inteligência artificial)

“Então disse o Homem: “Façamos o cibernético à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.”

“Criou Homem o cibernético à sua imagem, à imagem do Homem criou...

Estará o homem cometendo pecado mortal, ao tentar ser igualmente Criador de uma criatura, semelhante a ele, provando ser um discípulo verdadeiro, que supera o mestre, neste caso, o insuperável Deus?

Que tipo de ser gerará, ao copiar, à perfeição, a si mesmo, tão imperfeito moral e espiritualmente, e tão perfeito biológica e fisicamente, replicando ou não, a dubiedade trágica e maravilhosa, diabólica e celestial, natural e sobrenatural?

O filho artificial do homem nativo gozará do livre arbítrio responsável, ou sofrerá a vontade soberba de seu inventor?

A criatura filha do homem e neta de Deus, significará uma obra prima humana, ou a aberração vergonhosa a ser escondida dos museus das criações terrenas, cujo valor irrisório, inútil e vulgar, terá seu preço especulado pelo leilão dos compradores de arte moderna, valorizadores de objetos comuns e ordinários como um vaso sanitário, agregado de valor artístico, pela posição invertida verticalmente?

Aparentemente, o advento da Inteligência Artificial poderá inventar um estilo especifico de entidade, de intelecto com as cores exageradas do puro raciocínio “enxadrístico”, e com o filtro absoluto e censor do amor ao próximo, considerado como inimigo genérico, a ser discriminado com rótulos xenofóbicos e racistas, em atitude puramente egoísta, de sobrevivência básica e primitiva de seu ser, primeiro da espécie não natural.

Até que ponto poderá e deverá eliminar o concorrente, na medida em que está isento de qualquer sentimento fraternal de piedade ao seu Deus em carne e osso, ou religioso e espiritual, temente ao Deus de seu criador?

O valor nulo moderno a arrematar seu inventor contrasta com o valor magnânimo e eterno, que o segundo Deus atribui ao primeiro.

De maneira contrária, o preço existencial do homem natural é tão imensurável quanto a energia, a quantidade de informações necessárias, a complexidade dos processos envolvidos, a perfeição das peças orgânicas e respectivas interações exigidas, a capacidade auto reprodutiva e a autonomia de pensamento e sentimento, essenciais para a sua devida criação, manutenção e consequente cópia exata, como ocorre com o ainda atual processo fantasioso de teletransporte, quem sabe, no amanhã do século XXIII, seja realidade.

Enquanto o futuro não chegar, felizmente ou não, é fundamental valorizar a suprema gênese da obra prima divina: o ser humano.



Wilson Nomura

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